Egito: cronologia e eventos-chave
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Política
Unificação do Egito por Narmer
O rei Narmer, ou Menés, unifica o Alto e o Baixo Egito para fundar a primeira civilização faraónica. Esta unificação marca o nascimento do Estado egípcio, uma das mais antigas civilizações do mundo.
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Cultura
Construção da Grande Pirâmide de Quéops
O faraó Quéops manda erigir a Grande Pirâmide de Gizé, uma das Sete Maravilhas do mundo antigo e a única ainda de pé hoje. Este monumento colossal, com 147 metros de altura, testemunha a mestria técnica e o poder absoluto dos faraós.
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Cultura
Reinado de Akhenaton, revolução religiosa
O faraó Akhenaton impõe o culto de Aton, o único disco solar, varrendo o politeísmo tradicional no que é considerado a primeira tentativa de monoteísmo da história. A sua reforma será anulada após a sua morte pelo seu sucessor Tutancâmon.
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Política
Reinado de Ramsés II, apogeu do Novo Império
O faraó Ramsés II reina durante 66 anos sobre o Egito e leva o Novo Império ao seu apogeu através das suas conquistas militares, incluindo a batalha de Kadesh, e das suas imensas construções como Abu Simbel. É frequentemente identificado como o faraó do Êxodo bíblico.
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Política
Alexandre Magno conquista o Egito
Alexandre Magno toma o Egito à Pérsia sem combate e funda a cidade de Alexandria, que se tornará o maior centro intelectual do mundo antigo. Os egípcios recebem-no como um libertador face à dominação persa.
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Política
Dinastia ptolemaica, Ptolomeu I
Após a morte de Alexandre, o seu general Ptolomeu I funda a dinastia ptolemaica, que governa o Egito durante três séculos. Sob o seu reinado, Alexandria torna-se a capital intelectual do mundo com a famosa Biblioteca e o Farol de Alexandria.
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Política
Reinado de Cleópatra VII, última rainha do Egito
Cleópatra VII sobe ao trono e conduz uma política hábil para preservar a independência do Egito face a Roma, aliando-se sucessivamente a Júlio César e depois a Marco António. O seu reinado termina em 30 a.C. com a conquista romana.
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Política
O Egito torna-se província romana
Após o suicídio de Cleópatra VII e a vitória de Otávio, o Egito é anexado por Roma e torna-se a sua província mais rica, celeiro do Império. Esta data marca o fim da civilização faraónica que durou três milénios.
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Política
Conquista árabe do Egito
Os exércitos árabes do califa Omar conquistam o Egito bizantino-cristão em poucos anos, abrindo uma nova era para o país. A islamização progressiva e a arabização cultural transformam profundamente a sociedade egípcia ao longo dos séculos.
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Cultura
Fundação do Cairo pelos Fatímidas
A dinastia xiita dos Fatímidas apodera-se do Egito e funda a cidade de Al-Qahira (Cairo), destinada a tornar-se uma das maiores cidades do mundo árabe e medieval. A cidade também alberga a universidade de Al-Azhar, centro intelectual do islão sunita.
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Política
Saladino toma o poder no Egito
O general curdo Salah ad-Din Yusuf ibn Ayyub, conhecido como Saladino, derruba a dinastia fatímida e reunifica o Egito sob uma autoridade sunita. Fundará a dinastia aiúbida e tornará famoso por ter retomado Jerusalém aos Cruzados em 1187.
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Política
Conquista otomana do Egito por Selim I
O sultão otomano Selim I derrota os Mamelucos na batalha de Ridaniya e anexa o Egito ao Império otomano. O país permanece sob dominação otomana durante três séculos, até à chegada de Napoleão em 1798.
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Ciência
Expedição de Napoleão Bonaparte ao Egito
Napoleão Bonaparte desembarca no Egito com um exército de 38.000 soldados e 167 estudiosos para estudar o país. Embora militarmente limitada, a expedição revoluciona o conhecimento do Egito antigo e abre caminho para a egitologia moderna.
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Ciência
Champollion decifra os hieróglifos
O linguista francês Jean-François Champollion anuncia a decifração dos hieróglifos egípcios graças à Pedra de Roseta. Esta descoberta abre o acesso a 3.000 anos de escrita faraónica e funda a egitologia como disciplina científica.
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Economia
Inauguração do Canal de Suez
O Canal de Suez, com 193 km de comprimento, é inaugurado com grande pompa na presença de soberanos europeus e da imperatriz Eugénia. Ligando o Mediterrâneo ao Mar Vermelho, revoluciona o comércio marítimo mundial e faz do Egito um cruzamento estratégico.
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Política
Ocupação britânica do Egito
A Grã-Bretanha invade o Egito para proteger os seus interesses no Canal de Suez e estabelece um protetorado de facto. Esta ocupação dura até 1952 e alimenta um forte movimento nacionalista egípcio ao longo do século XX.
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Política
Independência e descoberta da tumba de Tutancâmon
O Egito alcança a independência formal em 1922 sob o rei Fuad I. Nesse mesmo ano, o arqueólogo Howard Carter descobre a tumba intacta do faraó Tutancâmon no Vale dos Reis, suscitando uma fascinação mundial pelo Egito antigo.
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Política
Revolução dos Oficiais Livres, Nasser no poder
O coronel Gamal Abdel Nasser e os seus Oficiais Livres derrubam o rei Faruk por um golpe de Estado e proclamam a República. Nasser encarna o nacionalismo árabe e lança uma política de modernização social e reforma agrária.
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Política
Nacionalização do Canal de Suez, crise de Suez
Nasser nacionaliza o Canal de Suez, até então controlado por uma empresa franco-britânica, provocando uma crise internacional. A intervenção franco-britânica e israelita que se segue é travada pelas pressões americana e soviética, reforçando o prestígio de Nasser.
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Política
Tratado de paz israelita-egípcio de Camp David
O presidente Anwar Sadat e o primeiro-ministro israelita Menachem Begin assinam o Tratado de Paz de Washington, o primeiro acordo de paz entre Israel e um país árabe. Sadat recebe o Prémio Nobel da Paz, mas é assassinado dois anos depois por islamistas.