Portugal: cronologia e eventos-chave
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Política
Chegada dos romanos à Península Ibérica
Os exércitos romanos desembarcam na Península Ibérica para contrariar Cartago durante a Segunda Guerra Púnica. A romanização progressiva da Lusitânia (atual Portugal) traz a língua latina, o direito romano e as infraestruturas que marcam duravelmente a civilização portuguesa.
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Guerra
Invasão moura da Península Ibérica
As tropas árabe-berberes comandadas por Tariq ibn Ziyad atravessam o estreito de Gibraltar e conquistam rapidamente quase toda a Península Ibérica. A ocupação muçulmana da Península, que dura até ao século XV, deixa uma marca profunda na língua e na cultura portuguesa.
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Política
Fundação do Reino de Portugal, Afonso I
O Tratado de Zamora reconhece Afonso Henriques como rei de Portugal, consagrando o nascimento de um reino independente a oeste da Península Ibérica. Afonso I, dito "o Conquistador", prossegue a Reconquista empurrando os mouros para o sul.
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Política
Reconhecimento do Reino pelo Papa
O Papa Alexandre III reconhece oficialmente o Reino de Portugal na bula Manifestis Probatum, consolidando a sua independência no plano religioso e diplomático. Este reconhecimento confere legitimidade internacional ao novo reino ibérico.
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Guerra
Fim da Reconquista portuguesa
O rei Afonso III conclui a Reconquista tomando Faro no Algarve, a última cidade sob domínio mouro em Portugal. Com esta vitória, o território do Portugal atual fica totalmente unificado sob a coroa portuguesa, dois séculos antes do fim da Reconquista espanhola.
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Guerra
Vitória de Aljubarrota, independência preservada
O rei João I de Portugal derrota o exército castelhano na batalha de Aljubarrota, preservando a independência portuguesa face à anexação castelhana. Esta vitória funda a casa de Aviz e consolida a aliança anglo-portuguesa, a mais antiga do mundo ainda em vigor.
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Política
Tomada de Ceuta, início da expansão marítima
O rei João I conquista Ceuta em Marrocos com os seus filhos, incluindo Henrique o Navegador, abrindo a era dos Grandes Descobrimentos portugueses. Esta primeira expansão além das fronteiras europeias marca o início do Império colonial português.
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Ciência
Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança
O navegador português Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança, provando que é possível alcançar a Ásia por via marítima contornando a África. Esta descoberta capital abre a rota das especiarias e prepara a viagem de Vasco da Gama.
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Economia
Vasco da Gama chega à Índia
Vasco da Gama chega a Calicut (Kozhikode) na Índia após contornar a África, estabelecendo pela primeira vez uma rota comercial marítima direta entre a Europa e a Ásia. Esta viagem revoluciona o comércio mundial e reforça o poder português.
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Política
Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil
O almirante Pedro Álvares Cabral, a caminho das Índias, chega às costas do que se tornará o Brasil e toma posse desse território em nome de Portugal. Esta descoberta, fortuita ou deliberada, oferece a Portugal a maior das suas futuras colónias.
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Política
União Ibérica, Portugal sob domínio espanhol
O rei Filipe II de Espanha, neto do rei Manuel I de Portugal, anexa o reino na sequência da crise dinástica provocada pela morte do rei Sebastião na batalha de Alcácer Quibir. Esta união ibérica fragiliza as rotas comerciais e coloniais portuguesas.
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Política
Restauração da independência, Casa de Bragança
O levantamento de 1 de dezembro de 1640 derruba o domínio espanhol e restaura a independência de Portugal, com o duque de Bragança coroado rei João IV. Esta data é ainda celebrada como o Dia de Portugal.
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Outro
Terramoto de Lisboa
Um terramoto catastrófico de magnitude estimada em 8,5-9, seguido de um tsunami e incêndios, devasta Lisboa a 1 de novembro, matando 30.000 a 60.000 pessoas. O ministro Pombal dirige a reconstrução da cidade segundo um plano geométrico inovador, reconfigurando totalmente Lisboa.
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Guerra
Invasão napoleónica, a Corte real foge para o Brasil
Os exércitos de Napoleão invadem Portugal, obrigando a família real a embarcar para o Brasil sob escolta britânica. Esta fuga permite preservar a continuidade do império colonial português, mas enfraquece duravelmente o país na cena europeia.
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Política
Independência do Brasil, perda da grande colónia
O príncipe Pedro, filho do rei João VI de Portugal, proclama a independência do Brasil e torna-se o imperador Pedro I. Esta separação priva Portugal da sua maior e mais rica colónia, mas efectua-se sem conflito armado major.
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Política
Proclamação da República portuguesa
Uma revolução derruba a monarquia e instaura a Primeira República portuguesa a 5 de outubro de 1910, pondo fim a oito séculos de realeza. Esta data permanece o feriado nacional de Portugal.
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Política
Golpe de Estado militar, início do salazarismo
Um golpe de Estado militar derruba a Primeira República portuguesa e abre caminho para a ditadura de António de Oliveira Salazar, que governará Portugal até 1968. O Estado Novo de Salazar é um regime corporativista, católico e colonial que mantém Portugal afastado da modernidade.
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Política
Revolução dos Cravos, regresso à democracia
A 25 de abril de 1974, um movimento de capitães do exército ("Movimento das Forças Armadas") derruba pacificamente o regime salazarista na Revolução dos Cravos. Os lisboetas colocam cravos vermelhos nos canos dos rifles dos soldados, símbolo desta revolução sem violência.
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Política
Independência das colónias africanas
No rescaldo da Revolução dos Cravos, Portugal concede a independência às suas colónias africanas: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Este ato põe fim a mais de cinco séculos de Império colonial português em África.
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Economia
Adesão à Comunidade Económica Europeia
Portugal adere à Comunidade Económica Europeia (futura União Europeia) ao mesmo tempo que a Espanha. Esta adesão consolida a democracia portuguesa, abre o acesso aos fundos estruturais europeus e integra o país na modernidade económica e institucional.