Portugal

Portugal: cronologia e eventos-chave

  1. Política

    Chegada dos romanos à Península Ibérica

    Os exércitos romanos desembarcam na Península Ibérica para contrariar Cartago durante a Segunda Guerra Púnica. A romanização progressiva da Lusitânia (atual Portugal) traz a língua latina, o direito romano e as infraestruturas que marcam duravelmente a civilização portuguesa.

  2. Guerra

    Invasão moura da Península Ibérica

    As tropas árabe-berberes comandadas por Tariq ibn Ziyad atravessam o estreito de Gibraltar e conquistam rapidamente quase toda a Península Ibérica. A ocupação muçulmana da Península, que dura até ao século XV, deixa uma marca profunda na língua e na cultura portuguesa.

  3. Política

    Fundação do Reino de Portugal, Afonso I

    O Tratado de Zamora reconhece Afonso Henriques como rei de Portugal, consagrando o nascimento de um reino independente a oeste da Península Ibérica. Afonso I, dito "o Conquistador", prossegue a Reconquista empurrando os mouros para o sul.

  4. Política

    Reconhecimento do Reino pelo Papa

    O Papa Alexandre III reconhece oficialmente o Reino de Portugal na bula Manifestis Probatum, consolidando a sua independência no plano religioso e diplomático. Este reconhecimento confere legitimidade internacional ao novo reino ibérico.

  5. Guerra

    Fim da Reconquista portuguesa

    O rei Afonso III conclui a Reconquista tomando Faro no Algarve, a última cidade sob domínio mouro em Portugal. Com esta vitória, o território do Portugal atual fica totalmente unificado sob a coroa portuguesa, dois séculos antes do fim da Reconquista espanhola.

  6. Guerra

    Vitória de Aljubarrota, independência preservada

    O rei João I de Portugal derrota o exército castelhano na batalha de Aljubarrota, preservando a independência portuguesa face à anexação castelhana. Esta vitória funda a casa de Aviz e consolida a aliança anglo-portuguesa, a mais antiga do mundo ainda em vigor.

  7. Política

    Tomada de Ceuta, início da expansão marítima

    O rei João I conquista Ceuta em Marrocos com os seus filhos, incluindo Henrique o Navegador, abrindo a era dos Grandes Descobrimentos portugueses. Esta primeira expansão além das fronteiras europeias marca o início do Império colonial português.

  8. Ciência

    Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança

    O navegador português Bartolomeu Dias dobra o Cabo da Boa Esperança, provando que é possível alcançar a Ásia por via marítima contornando a África. Esta descoberta capital abre a rota das especiarias e prepara a viagem de Vasco da Gama.

  9. Economia

    Vasco da Gama chega à Índia

    Vasco da Gama chega a Calicut (Kozhikode) na Índia após contornar a África, estabelecendo pela primeira vez uma rota comercial marítima direta entre a Europa e a Ásia. Esta viagem revoluciona o comércio mundial e reforça o poder português.

  10. Política

    Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil

    O almirante Pedro Álvares Cabral, a caminho das Índias, chega às costas do que se tornará o Brasil e toma posse desse território em nome de Portugal. Esta descoberta, fortuita ou deliberada, oferece a Portugal a maior das suas futuras colónias.

  11. Política

    União Ibérica, Portugal sob domínio espanhol

    O rei Filipe II de Espanha, neto do rei Manuel I de Portugal, anexa o reino na sequência da crise dinástica provocada pela morte do rei Sebastião na batalha de Alcácer Quibir. Esta união ibérica fragiliza as rotas comerciais e coloniais portuguesas.

  12. Política

    Restauração da independência, Casa de Bragança

    O levantamento de 1 de dezembro de 1640 derruba o domínio espanhol e restaura a independência de Portugal, com o duque de Bragança coroado rei João IV. Esta data é ainda celebrada como o Dia de Portugal.

  13. Outro

    Terramoto de Lisboa

    Um terramoto catastrófico de magnitude estimada em 8,5-9, seguido de um tsunami e incêndios, devasta Lisboa a 1 de novembro, matando 30.000 a 60.000 pessoas. O ministro Pombal dirige a reconstrução da cidade segundo um plano geométrico inovador, reconfigurando totalmente Lisboa.

  14. Guerra

    Invasão napoleónica, a Corte real foge para o Brasil

    Os exércitos de Napoleão invadem Portugal, obrigando a família real a embarcar para o Brasil sob escolta britânica. Esta fuga permite preservar a continuidade do império colonial português, mas enfraquece duravelmente o país na cena europeia.

  15. Política

    Independência do Brasil, perda da grande colónia

    O príncipe Pedro, filho do rei João VI de Portugal, proclama a independência do Brasil e torna-se o imperador Pedro I. Esta separação priva Portugal da sua maior e mais rica colónia, mas efectua-se sem conflito armado major.

  16. Política

    Proclamação da República portuguesa

    Uma revolução derruba a monarquia e instaura a Primeira República portuguesa a 5 de outubro de 1910, pondo fim a oito séculos de realeza. Esta data permanece o feriado nacional de Portugal.

  17. Política

    Golpe de Estado militar, início do salazarismo

    Um golpe de Estado militar derruba a Primeira República portuguesa e abre caminho para a ditadura de António de Oliveira Salazar, que governará Portugal até 1968. O Estado Novo de Salazar é um regime corporativista, católico e colonial que mantém Portugal afastado da modernidade.

  18. Política

    Revolução dos Cravos, regresso à democracia

    A 25 de abril de 1974, um movimento de capitães do exército ("Movimento das Forças Armadas") derruba pacificamente o regime salazarista na Revolução dos Cravos. Os lisboetas colocam cravos vermelhos nos canos dos rifles dos soldados, símbolo desta revolução sem violência.

  19. Política

    Independência das colónias africanas

    No rescaldo da Revolução dos Cravos, Portugal concede a independência às suas colónias africanas: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. Este ato põe fim a mais de cinco séculos de Império colonial português em África.

  20. Economia

    Adesão à Comunidade Económica Europeia

    Portugal adere à Comunidade Económica Europeia (futura União Europeia) ao mesmo tempo que a Espanha. Esta adesão consolida a democracia portuguesa, abre o acesso aos fundos estruturais europeus e integra o país na modernidade económica e institucional.